Os Agrotóxicos Liberados no Brasil e os Impactos na Saúde

O Brasil é um dos maiores produtores agropecuários e também o maior consumidor de agrotóxico do mundo. Com uma marca que ultrapassa um milhão de toneladas por ano, o equivalente ao consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante, conforme apontam dados do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca) e da Abrasco. Representando 20% de todo agrotóxico comercializado mundialmente. E este consumo tem aumentado significativamente nos últimos anos.

O Brasil apresenta a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo. Nas áreas de cultivos o avião percorre lançando uma nuvem de agrotóxico sobre o solo, este ato age não apenas nas “pragas”, mais também no ambiente que são contaminados, como o ar, a água e a terra, além de trabalhadores, moradores do entorno e outros animais. Existem índios que moram próximo as áreas de plantio que reclamam de doenças respiratórias por causa das substâncias.

Sabe-se que os agrotóxicos podem causar diversas consequências a saúde, no SUS (DATASUS) do Ministério da Saúde, tem utilizado indicador de saúde como: aguda (intoxicação por agrotóxicos), sub-aguda (malformação fetal) e crônica (câncer infantojuvenil). Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC/OMS), agrotóxicos frequentemente utilizados nas lavouras são potencialmente cancerígenos, por exemplo, o gli-fosato.

Os princípio ativos mais frequentemente utilizados nos anos entre 2012 a 2016 foram herbicida, inseticida, adjuvante, fungicida. Destes, 15% são extremamente tóxicos, 25% altamente tóxicos, 35% medianamente tóxicos e 25% são pouco tóxicos na classificação para seres humanos (PIGNATI, 2017).

E com todas essas informações, o Brasil quer “flexibilizar” ainda mais o uso dos agrotóxicos.

O deputado federal e hoje ministro da Agricultura, Blairo Maggi, elaborou o projeto de Lei (PL) 6299/02, que visa revogar a Lei 7.802/89, ou seja, enfraquecer as regras relacionadas ao agrotóxico, desde registros, liberação, fabricação, comercialização e uso, com a finalidade de aumentar as vendas. Essa proposta visa retirar das embalagens, por exemplo, a caveira, símbolo universal de produtos perigosos, substituir o termo agrotóxico por “defensivo agrícola” e dar à Anvisa e ao Ibama papel coadjuvante em decisões que vão impactar diretamente a saúde da população e o meio ambiente do país.

O uso indiscriminado de agrotóxico no Brasil é um problema de saúde pública, que vem trazendo diversas consequências a longo prazo e precisa ser monitorado de forma mais rígida pelos órgãos responsáveis.



Dicas de como consumir FLV sem se prejudicar

  • O ideal é consumir produtos orgânicos, que são livres de químicos em todas as fases do seu cultivo.

  • Outra opção é lavar todas as frutas, legumes e verduras com água limpa e corrente, depois deixar de molho em água com hipoclorito de sódio, hipoclorito de cálcio ou água sanitária, destinados a desinfecção de , de quinze a trinta minutos, e depois lavá-los novamente em água corrente.hortifrutícolas

Referências

SÃO PAULO. Portaria CVS 5, de 09 de abril de 2013. DOE de 19/04/2013 - no. 73 -

Poder Executivo – Seção I. Aprova o regulamento técnico sobre boas práticas para

estabelecimentos comerciais de alimentos e para serviços de alimentação, e o roteiro de

inspeção, anexo. São Paulo, p. 32-35, 2013.


PIGNATI, W.A. et al. Distribuição espacial do uso de agrotóxicos no Brasil: uma ferramenta para a Vigilância em Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 22(10):3281-3293, 2017


Entidades e parlamentares se mobilizam contra liberação de agrotóxicos. Brasília: ABRASCO, 2018. Disponível em: <https://www.abrasco.org.br/site/outras-noticias/saude-da-populacao/entidades-e-parlamentares-se-mobilizam-contra-liberacao-de-agrotoxicos/34205/>. Acesso em: 05 jun. 2018.

Nutricionista Esportiva graduada pelo Centro Universitário São Camilo com extensão em Home Care e Neurobiologia da Ingestão de Alimentos, especialista na área de Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Certificada em Advanced Nutrition Specialist pela IFBB Academy.
Palestrante em diversos eventos e docente do curso técnico do Hospital Israelita Albert Einstein.
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