Dia sem carne


A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lançou em 2011 a segunda sem carne. Mas porque segunda-feira? A segunda-feira é mundialmente conhecido como o dia para mudanças, dia para tomarmos decisões, começarmos transformações e novidades. Mas você pode fazer qualquer dia da semana, uma ou mais vezes.

As dietas vegetarianas são realizadas por aqueles que estão motivados por questões filosóficas, religiosas ou por um desejo de ter um estilo de vida mais saudável.

A Campanha Segunda Sem Carne se propõe a conscientizar as pessoas sobre os impactos que o uso de produtos de origem animal para alimentação tem sobre os animais, a sociedade, a saúde humana e o planeta, convidando-as a tirá-los do prato pelo menos uma vez por semana e a descobrir novos sabores (SVB, 2011).

Pelos animais - Anualmente, cerca de 65 bilhões de animais são criados e mortos mundialmente para produzir carnes, laticínios e ovos. Em sua maioria, estes animais sofrem em locais que não conseguem nem se locomover. Lembrando que animais são seres sencientes (capazes de sentir dor e prazer) e merecem todo o nosso respeito.

Pela saúde humana – uma dieta vegetariana resulta em taxas menores de diabetes tipo 2, câncer de mama e de cólon, e doenças cardiovasculares e vesícula biliar. Importante lembrar que os vegetarianos não possuem risco maior de ter deficiência de ferro do que aqueles que não são vegetarianos.

Pela sociedade – Atualmente, a pecuária utiliza 30% das terras produtivas do planeta, sendo que outros 33% são destinados à produção de grãos usados para alimentar esses animais. Essa grande demanda de volume de recursos naturais poderia ser melhor aproveitada na produção de alimentos vegetais diretamente para o ser humano, podendo contribuir com a fome que acomete cerca de um bilhão de pessoas no mundo.

Pelo planeta - A pecuária é a principal responsável pelo desmatamento dos principais biomas da natureza e a maior responsável pela contaminação de mananciais aquíferos, e um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa por causa da grande emissão de gases. Uma pessoa que deixa de comer carne em um único dia toda semana evita o desmatamento de 6 metros quadrados de floresta e economiza mais de 700 litros de água (o equivalente a mais de dez banhos).

As dietas vegetarianas bem planejadas são seguras para qualquer fase da vida.


DIETA VEGETARIANA E O ESPORTE

Os benefícios de dietas vegetarianas à melhora da aptidão física e do rendimento, além de possíveis prejuízos, têm sido avaliados ao longo dos anos. A necessidade desse grupo de uma dieta rica em carboidratos – relevante para atletas e praticantes de atividade física por disponibilizar substrato para melhor síntese de glicogênio – acaba por levar muitos indivíduos a adotarem uma dieta vegetariana, dentre outros motivos.

Alguns estudos concluíram que tanto o consumo de dietas vegetarianas com baixos teores de calorias e proteínas como a prática regular de atividade física estão associados a menores fatores de risco cardiometabólicos, sendo que a dieta vegetariana promove benefícios adicionais à pressão arterial. E no geral, existem poucas evidências de que haja diferenças entre o rendimento esportivo de vegetarianos e onívoros, desde que as dietas sejam adequadas.

Atletas vegetarianos podem estar em risco de baixa ingestão de energia, gordura, vitamina B12, riboflavina e vitamina D, cálcio, ferro e zinco, que estão disponíveis em proteínas de origem animal. Uma rotina de monitoramento de ferro é recomendada para atletas vegetarianos, especialmente em períodos de rápido crescimento (adolescência e gestação). Dietas muito hipocalóricas ou abstinência total de proteína animal podem levar à deficiência de ácidos graxos essenciais. Sendo assim, é necessário o planejamento adequado da dieta, realizado por um nutricionista esportivo, para prevenir a falta de nutrientes.

Referencias:

MURRAY, D. M.; HOLBEN, D. H.; RAYMOND, J. L. Administração de alimentos e nutrientes: planejando a dieta com competência cultural. In: MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia; RAYMOND, Janice L.. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. Cap. 12, p. 285.

SANTINONI, Erika; CIERO, Priscila Di. Vegetarianismo. In: PASCHOAL, Valéria; NAVES, Andréia. Tratado de nutrição esportiva funcional. São Paulo: Roca, 2014. Cap. 38.

SEGUNDA SEM CARNE (Brasil). Sociedade Vegetariana Brasileira (Org.). O que é a campanha? 2011. Disponível em: <http://www.segundasemcarne.com.br/o-que-e-a-campanha/>. Acesso em: 02 mar. 2017.

SEGUNDA SEM CARNE (Brasil). Sociedade Vegetariana Brasileira (Org.). Flyer explicativo frente & verso. 2011. Disponível em: < https://issuu.com/sociedadevegetarianabrasileira/docs/folder_ssc_alta_resolucao_setembro_/>. Acesso em: 02 mar. 2017.

SLYWITCH, Eric. Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos. 2012. Disponível em: <https://www.svb.org.br/livros/guia-alimentar.pdf>. Acesso em: 02 mar. 2017.

Nutricionista Esportiva graduada pelo Centro Universitário São Camilo com extensão em Home Care e Neurobiologia da Ingestão de Alimentos, especialista na área de Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Certificada em Advanced Nutrition Specialist pela IFBB Academy.
Palestrante em diversos eventos e docente do curso técnico do Hospital Israelita Albert Einstein.
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Dra. Isabelle Zanoni :: Nutricionista Esportiva : Perdizes/SP

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