Hormônios catabólicos

06/03/2017

Continuando o assunto da semana passada, a presença de hormônios catabolizantes pode desencadear captação inadequada de glicose e resultar em resistência à insulina o que atrapalha o fornecimento dos substratos energéticos essenciais para a produção de proteínas na fase aguda e na manutenção do organismo além de provocar elevada taxa de concentração de uréia e a diminuição da massa magra em atletas.

 

São exemplos de hormônios catabólicos:

 

Glucagon: exerce papel importante na homeostase da glicose, estimulando através de seus próprios receptores, a produção hepática de glicose e a secreção de insulina.

 

Catecolaminas, como epinefrina e nor-epinefrina: promovem a adequada redistribuição do fluxo sanguíneo para suprir as necessidades dos músculos em atividade, o aumento da força de contração cardíaca,  mobilização de substrato como fonte de energia além de:

 

- aumento da glicogenólise tanto no fígado quanto no músculo que esta em exercício;

- aumento da força de contração cardíaca;

- aumento da liberação da glicose e ácidos graxos livres para a corrente sanguínea;

- na vaso-dilatação em vasos musculares em exercício e a vaso-constrição nas vísceras e na pele (com o efeito da norepinefrina);

- aumento de pressão arterial;

- e no aumento da respiração. Como as catecolaminas (epinefrina, norepinefrina).

 

Glicocorticóides, como o Cortisol: ficam elevados em práticas de exercícios intensos e sua ação consciente em:

 

- adaptação ao estresse;

- manutenção dos níveis de glicose adequados mesmo em jejum;

- o estimulo a gliconeogênese;

- mobilização de ácidos graxos livres, fazendo deles uma fonte de energia mais disponíveis;

- diminuição da captação e oxidação de glicose pelos músculos para obtenção de energia, reservada para o cérebro num efeito antagônico ao da insulina;

- estimulação do catabolismo proteico para a liberação de aminoácidos para produção de energia em todas as células do corpo, com exceção do fígado;

- além de facilitar a ação de outros hormônios, especialmente o glucagon e o GH, no processo de gliconeogênese.

           

Como no exercício, há uma estimulação de glucagon, com isso a estimulação da insulina é diminuída, então, quanto maior for a duração do exercício menor será a produção de insulina, e com esta diminuição reduz-se também a captação da glicose plasmática por células adiposas para a transformação em triglicérides.

 

Você sabia que a ingestão de soluções contendo as proteínas do soro aumenta, significativamente, a concentração de insulina plasmática, o que favorece a captação de aminoácidos para o interior da célula muscular, otimizando a síntese e reduzindo o catabolismo protéico?

 

Mas para saber como deve ser a sua ingestão alimentar procure seu nutricionista.

 

 

Referências:

FUJINO, Vanessa; LABNS, Nogueira. Terapia nutricional enteral em pacientes graves: revisão de literatura. Arq Ciênc Saúde, v. 14, n. 4, p. 220-6, 2007.

HARAGUCHI, Fabiano K.; ABREU, Wilson C.; PAULA, Heberth de. Proteínas do soro do leite: composição, propriedades nutricionais, aplicações no esporte e benefícios para a saúde humana. Rev Nutr, v. 19, n. 4, p. 479-88, 2006.

LIMA, Claudio Andre Araujo; MOREIRA, Ramon Missias. A ação dos hormônios GH, catecolaminas, insulina, glucagon e cortisol nos níveis de glicose no corpo em exercício. Revista Digital EF de Esporte.com . Buenos Aires, Ano 15, n.151, Dez 2010.Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd151/a-acao-dos-hormonios-gh-nos-niveis-de-glicose.htm>. Acesso em: 26 Fev 2016.

LUZ, Silmara dos Santos. Aspectos nutricionais e hormonais do crescimento muscular e corporal. Rev. farm. bioquim. Univ. Säo Paulo; v.34, n.2, p.47-57, jul.-dez. 1998.

VIEIRA, Adriano Kessler. Alterações hormonais, imunológicas e fisiológicas durante o estado de overtraining. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo v. 1, n. 2, p. 23-29, Mar/Abril, 2007

 

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Nutricionista Esportiva graduada pelo Centro Universitário São Camilo com extensão em Home Care e Neurobiologia da Ingestão de Alimentos, especialista na área de Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Certificada em Advanced Nutrition Specialist pela IFBB Academy.
Palestrante em diversos eventos e docente do curso técnico do Hospital Israelita Albert Einstein.
Dra. Isabelle Zanoni
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