Eu posso lhe atender nos seguintes locais:

Consultório

Rua Fabia, 759 - Vila Romana

Siga nas Redes Sociais a Isabelle Zanoni

Facebook Isabelle Zanoni
Instagram Dra. Isabelle Zanoni

Todos os direitos reservados.

Você já ouviu falar em Diabetes Tipo 3?

30/05/2016

Bom dia! Esse texto foi publicado hoje no site da Essential Nutrition e eu achei ele ótimo e de fácil leitura. Compartilho com vocês par alertar sobre os excessos do consumo de açúcar no nosso dia-a-dia!

 

David Perlmutter, renomado neurologista americano e autor de vários livros, incluindo o bestseller Grain Brain, e membro do American College of Nutrition, compartilha a opinião de que o papel da nutrição na saúde do cérebro é essencial. Em seus livros, Perlmutter avalia que a doença de Alzheimer é evitável e que os principais vilões são os carboidratos e o açúcar consumidos ao longo da vida, destacando ainda que a sensibilidade ao glúten, proteína encontrada nos cereais que afeta o intestino, está envolvida nas doenças crônicas, incluindo as que afetam o cérebro devido à influência exercida no sistema imunológico. 13

 

 

A glicemia de jejum e o marcador de açúcar no sangue de longo prazo chamado hemoglobina glicosilada são preditores da doença de Alzheimer, explica Perlmutter. Existe uma correlação muito direta entre maiores níveis de açúcar no sangue e a doença, ou seja, quanto mais açúcar no sangue, maior o risco de encolhimento do centro da memória, marca principal da doença, e a velocidade com que o cérebro diminui de volume está correlacionada à hemoglobina glicosilada (exame de controle da diabetes). A notícia boa é que esses fatores são perfeitamente controláveis através de mudança alimentar – controlando-se a quantidade de carboidratos, de calorias (da quantidade total ingerida) e aumentando o consumo de gorduras saudáveis – e da prática de exercícios físicos.  A neuroplasticidade cerebral é importante, fazendo com que a regeneração cerebral seja uma realidade. Manter os níveis de açúcar controlados permite a redução da ação dos genes que expressam inflamação, aumentando a produção de antioxidantes, e, através da neurogênese, permite a regeneração das células do centro da memória e promoção da conectividade.

 

Recentemente, o anúncio de que a doença de Alzheimer possa ser o estágio final no cérebro do diabetes tipo 2, surpreendeu a todos. Na verdade, médicos e cientistas já estavam investigando essa hipótese há alguns anos. Em 2005, a doença de Alzheimer foi inicialmente denominada de “diabetes tipo 3”. A resistência à insulina (necessidade de quantidades cada vez maiores de insulina para manter o nível normal de açúcar no sangue), marca registrada do diabetes tipo 2, também pode levar a problemas cognitivos como perda de memória e confusão mental. Estudo realizado pelo grupo de pesquisadores liderados pela Dra. Susanne de La Monte, da Universidade Brown, dos Estados Unidos, identificou uma razão pela qual as pessoas com diabetes tipo 2 apresentam maior risco em desenvolver a doença de Alzheimer: o hipocampo, responsável pela aprendizagem e memória, parece ser insensível à insulina, o que leva a crer que o cérebro também pode ser diabético assim como o fígado, os músculos e as células de gordura. A sugestão de que a doença de Alzheimer possa ser causada por uma espécie de “diabetes do cérebro” conduz a interpretação de que problemas de memória que muitas vezes acompanham o diabetes tipo 2 sejam de fato o estágio inicial do Alzheimer e não um mero declínio cognitivo. Recebendo uma dieta elaborada para induzir ao diabetes tipo 2, os ratos estudados tiveram seus cérebros preenchidos com placas insolúveis da proteína beta-amiloide, uma das marcas registradas do Alzheimer. A novidade é que, talvez não sejam as placas em si que causem os sintomas da doença, e sim seus precursores chamados oligômeros. Dessa forma, as placas seriam a maneira do cérebro em tentar isolar os oligômeros tóxicos, ou seja, seria uma defesa e não a real causa da doença. Os testes em ratos mostraram que, os que foram alimentados com dieta rica em açúcar, para induzir-lhes ao diabetes tipo 2, tiveram memória mais fraca do que os outros.14

 

Acompanhando o progresso do envelhecimento de mais de 15 mil adultos de meia-idade durante 26 anos, com avaliações da função cognitiva periódica de três em três anos, concluiu-se que houve um declínio das funções cognitivas de 19% a mais do que o normal já esperado em participantes com diabetes mal controlado, e quedas menores em participantes com diabetes controlado e pré-diabetes.  O desenrolar do estudo ressalta a importância da combinação de controle de peso através de dieta e prática de exercícios para que o diabetes seja prevenido. "Se nós podemos fazer um trabalho melhor, na prevenção e controle do diabetes, podemos amenizar a progressão para demência de muitas pessoas", diz Selvin,1 uma das autoras do estudo “Diabetes in Midlife Linked to Significant Cognitive Decline 20 Years Later”.1

 

Outro estudo que avaliou essa relação entre diabetes e demência, comandado pelo Dr. Nick Bryan, professor de radiologia da Universidade de Perleman - Escola de Medicina da Pensilvânia, na Filadélfia, utilizou exame de ressonância magnética de imagem e observou o cérebro de 614 pessoas com diabetes tipo 2 há pelo menos 10 anos. Notou-se um encolhimento do cérebro que, segundo Bryan, pode estar relacionado com a forma como o açúcar é utilizado no cérebro.  A maior parte da perda de volume cerebral ocorreu na matéria cinzenta, além de áreas envolvidas no controle muscular, visão, audição, memória, emoções, fala, tomada de decisão e autocontrole. O estudo em questão não prova que o diabetes tipo 2 seja a causa da atrofia do cérebro, apenas encontra uma relação entre a doença e, a maior e mais rápida perda de volume cerebral. Segundo os pesquisadores, pode haver duas maneiras de o diabetes afetar o cérebro: danos aos vasos sanguíneos e degeneração das células cerebrais.15

 

De acordo com a Associação Americana de Diabetes, quase 26 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm diabetes tipo 2. O Dr. Souhel Najjar, diretor de neurociência e acidente vascular cerebral no Hospital Universitário de Staten Island, em Nova York salienta: "Dado o crescente problema de saúde pública de diabetes tipo 2, os resultados desta pesquisa são muito importantes, pois ligar diabetes diretamente à atrofia do cérebro ressalta a importância da prevenção primária e tratamento precoce da doença na redução da demência, particularmente na população mais idosa".15

 

REFERÊNCIAS

1-   Andreea M. Rawlings, A. Richey Sharrett, Andrea L.C. Schneider, Josef Coresh, Marilyn Albert, David Couper, Michael Griswold, Rebecca F. Gottesman, Lynne E. Wagenknecht, B. Gwen Windham, Elizabeth Selvin.  Diabetes in Midlife Linked to Significant Cognitive Decline 20 Years Later. Ann Intern Med. 2014;161(11):785-793.

14- de la Monte, S. M. Alzheimer’s Disease Is Type 3 Diabetes—Evidence Reviewed. Journal of Diabetes Science and Technology. 2008 November.

15-  R. Nick Bryan, Michel Bilello, Christos Davatzikos, Ronald M. Lazar, Anne Murray, Karen Horowitz, James Lovato, Michael E. Miller, Jeff Williamson, Lenore J. Launer. Effect of Diabetes on Brain Structure: The Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes MR Imaging Baseline Data. Radiology. July 2014 Volume 272, Issue 1

 

Fonte:

http://essentialnutrition.com.br/conteudos/acucar-cerebro/?utm_campaign=newsletter_14_-__cerebro_e_acucar__arginina__comida_que_deseja&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Please reload

Nutricionista Esportiva graduada pelo Centro Universitário São Camilo com extensão em Home Care e Neurobiologia da Ingestão de Alimentos, especialista na área de Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Certificada em Advanced Nutrition Specialist pela IFBB Academy.
Palestrante em diversos eventos e docente do curso técnico do Hospital Israelita Albert Einstein.
Dra. Isabelle Zanoni
Arquivo
Please reload

Tag Cloud